Mário Lúcio no Festival Sete Sóis, Sete Luas

Mário Lúcio

No assinalar da 18º edição do Festival Sete Sóis, Sete Luas, a Fábrica de Pólvora (concelho de Oeiras, Portugal) ofereceu um sublime concerto protagonizado por um dos valores seguros da música moderna  produzida em Cabo Verde. Referimo-nos a Mário Lúcio, o antigo líder de um dos mais prestigiados grupos musicais de Cabo Verde -Simentera.

Numa viajem ao seu rico imaginário poético repertório, o artista ofereceu um espectáculo marcadamente extraordinário, tendo as peculiaridades culturais de Santiago, sua ilha natal, como ponto de partida à conquista da World Music.

Foi contagiante a simbiose quase perfeita que se gerou entre Mário Lúcio e o público maioritariamente português, mas que se revelou conhecedor das suas músicas, acompanhando alguns ritmos em uníssono.

No final do concerto Mário Lúcio voltou ao palco sozinho para o seu primeiro encore, interpretando logo de seguida três mornas clássicas (Mar Azul, Doce Guerra, Sodade) com a sua guitarra acústica numa quase a capella. A audiência exigiu mais uma subida ao palco, desta feita acompanhado do seu grupo, para uma última prestação.

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Comentários

Um comentrio

  1. Roberto Bela: 30 Agosto, 2010 - 22:12

    “público maioritariamente português”, isso diz tudo. O povo cabo-verdiano não participa em concertos se não tiver uma boa dose de zouk garantido, comida e claro, que seja grátis porque pagar por cultura é piroso.

    É triste. Os criolos em Portugal estagnaram, não saem dos seus bairros nem dos seus carros. FAzem sempre muito barulho em todo lado, mas no final de contas passam sempre invisíveis naquilo que mais interessa.

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